Made in Marte II & 1/2, da semana passada, o retorno, agora vai, té quifim, tava na hora, é bom ser verdade, apenas cinco o quê?, a saga continua, foi fondo e acabou fendo...LUIZ
DRH
É em dias em que as perguntas parecem ratos roendo seu crânio, sua mente e um pouco da sua dignidade, que coisas pequenas tomam o valor da sua importância com a precisão de um rifle bem regulado. Elas simplesmente realçam as sua qualidades, é como ouvir REM e descobrir um pouco de sua beleza escondida. Ouvi uma amiga minha dizer, suavemente, como quem anuncia um enterro: "Escapismo, é tudo escapismo, não entendo." Nem eu, ela se escondeu no meio da conversa e e eu fiquei com cara de bobo, é, ainda é preciso lambuzar papéis, chorar por aí e se encantar como pôr do sol nos 10 Km que separam a longígua escolinha da nossa esquisitíssima cidade. Ainda me espanto com os seres perfeitos que vagam no meu ônibus, esse colossal útero desconfortável, eles sempre tão lindos, tão seguros e tão fortemente visionários que me pergunto se CLarice por aqui seria assim tão desumana?
Para quem já leu o best seller de Stephen King, O Pistoleiro, vai entender bem minha analogia. É que o deserto por ele descrito me pareceu bem mais familiar do que eu poderia pensar, mesmo se tratando de uma odisséia futurista e ficcional, seus personagens são como paródias (muito mais interessantes que as reais) esquizofrênicas das pessoas que habitam o tão estranho mundo do "El dorado"
Estão todos convidados pro primeiro evento da banda mais aclamada, desejada , citada, lida, comentada, discutida, mal-falada e bem-trajada banda de PORTO VELHO. já confirmamos as bandas, o som e a bebida, conseguimos camisetas transadíssimas para osortear entre o presentes. E o melhor, essa é apenas a primeira de muitas e para a próxima já temos confirmada uma banda alternativa do Acre.
Esse aí é um tal de Richard Brautigan, poetasso do caralho que descobri um dia desses nessas andanças pela internet. aí vai um pouco das palavras dele: "esfacelaram nossos sonhos como se fossem pedras
agora, vagamos sobre a poeira só
em silêncio
carregamos o peso das paixões
das almas vazias
em caixas que não existem mais



Vincent, de Tim Burton